3º Congresso da ANEL avança no combate às opressões

 

O combate a todas as formas de opressão foi discutido no terceiro dia do Congresso Nacional da ANEL. Silvia Ferraro do Movimento Mulheres em Luta, Claudicea Durans do Quilombo Raça e Classe, o ativista Trans João Nery, Ricardo da Associação dos Imigrantes Haitianos, Virgínia Guitzel do coletivo Pão e Rosas e Nazarena, ativista da argentina da campanha “Ni Una a Menos”, compuseram a mesa da manhã. Refletiram a pluralidade das lutas e chegaram a emocionar o plenário lotado.

 

“Essa mesa das opressões é um marco de uma luta que vem acontecendo e sendo cada vez mais fortalecida na ANEL. Luta refletida na construção do Encontro de Negras e Negros da CSP-Conlutas e da cartilha LGBT da ANEL, na defesa da entidade do nome social nas universidade, na participação no Encontro do MML, na defesa incansável da entidade por cotas raciais, na campanha do Fora Feliciano e nas dezenas de iniciativas dos Estudantes Livres em todas as universidades”, lembrou a estudante da UFBA Gabriela Mota, mediadora do debate da manhã com a ativista do Coletivo Moca, Cristal Lopez.

 

 

Os debates foram intermediados por três intervenções. A estudante e dançarina Rebeca Gondin apresentou uma performance em homenagem à professora e feminista Sandra e ao seu filho Icauã, vítimas de violência machista em 2014. As ativistas trans também apresentaram uma intervenção, com cartazes e cantos, dando visibilidade ao tema. “Esse é um fato histórico no Congresso que reuniu diversas ativistas trans”, reforçou Cristal. Já os estudantes da Bahia, recitaram o poema “Cala a Boca Anastácia”, questionando o racismo, principalmente na literatura infantil. Nesse clima, de fortalecimento da luta contra todas as formas de opressão, foi encerrado o debate da manhã. 

 

 

À tarde, a programação seguiu com diversas oficinas que também deram visibilidade aos debates culturais e de opressões. Teatro do oprimido; aborto e violência sexual; descriminalização das drogas; turbantes; genocídio e racismo à juventude negra: o mito da democracia racial; bonecas negras; defesa pessoal; maracatu; maquiagem drag; jongo; mídia alternativa; aula espetáculo de frevo e capoeira; lutas operárias e estudantis na Ditadura Militar e Por que devemos impedir que Israel faça a segurança nas Olimpíadas 2016?’ foram os temas desenvolvidos, com participação ativa dos jovens presentes no Congresso.

 

“Queremos revolucionar, precisamos revolucionar. Muitas vezes, a vida não deixa as pessoas atuarem. É muito importante espaços como esse para as pessoas se desenvolverem e a cultura é imprescindível para isso”, opinou o rapper de Campinas Mr. Kill, que participou de uma das oficinas. 

 

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Datas importantes

Eleições de delegados

09 de Março a 03 de Junho de 2015

Pagamento das taxas

Para os delegados eleitos até 1º de Maio o prazo será até 04 de Maio

Para os delegados eleitos após o dia 1º de Maio o prazo será até o dia 04 de Junho (credenciamento do Congresso), preferindo o pagamento até a semana anterior à realização

 
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