Assembleia estadual da ANEL-SP, um grande quilombo!

Rumo à Assembleia Nacional e ao I Encontro Nacional de Negras e Negros da ANEL

 

Durante o dia 26 de setembro de 2015, 200 estudantes de diversas cidades do estado se reuniram na quadra do sindicato de metroviários de São Paulo na Assembleia Estadual da ANEL-SP, uma assembleia muito representativa com estudantes de todas as regiões da capital, de São Carlos, São José dos Campos, Rio Claro, Ribeirão Preto, Barretos, Campinas ABC e Baixada Santista, estudantes da USP, PUC, UNICAMP, UNESP, FMU, UNISA e de escolas como o Lineu e ETESP.

O fórum teve como tema central “A juventude negra tem direito ao futuro”, na mesa de abertura contamos com a participação de figuras importante na luta contra o racismo como: Wilson Honório, negro, LGBT, representando o Movimento Nacional Quilombo Raça e Classe; Mc Luana Hansen, rapper, negra e lésbica dando a letra da opressão às mulheres negras na periferia e Ricardo Bonnet, da Associação de Haitiano, contando a violência e opressão que muitos imigrantes sofrem em São Paulo.

Os GD’s temáticos debateram temas importantes e caros aos jovens hoje em dia, a violência contra mulher, a transfobia, a exclusão dos jovens negros da educação pública com os cortes no FIES etc. Com um GD específico os estudantes das escolas discutiram as mudanças no ciclo e a ofensiva autoritária das diretorias que têm impedido as jovens de irem para escola de shorts em dias de muito calor, uma evidência do machismo enfrentado por toda as mulheres desde muito cedo.

Para responder a tudo isso votamos resoluções importantes como nos integrar no dia 15 de outubro, dia nacional contra os cortes de Dilma com ações nas escolas, para defendermos que as mulheres devem se vestir como quiserem, vamos realizar um abaixo-assinado pelo uso do nome social das pessoas trans nas escolas e universidades, um ato no consulado da Hungria dia 9 de outubro e uma forte campanha pela legalização de todas as drogas e muito mais.

Ao final das resoluções votamos uma nova executiva estadual, tão representativa quanto foi a própria assembleia com jovens de diversas escolas, universidades e cidades de SP, cheios de disposição e vontade de construir uma alternativa de luta e independente em todo estado.

Essa assembleia estadual marcou a largada da ANEL-SP na construção da Assembleia Nacional e do I Encontro de Negras e Negros da ANEL, que vão ocorrer entre 31/10 e 02/11 aqui em São Paulo, a juventude paulista vai com tudo pra dizer que estamos na luta pelos nossos direitos, contra as políticas de Dilma, Aécio, Cunha e Temer, vamos construir uma alternativa ao lado dos trabalhadores, negros e negras, mulheres e LGBT’s!

Confira abaixo nossas principais resoluções:

 

A juventude negra tem direito ao futuro!

Rumo Ao I Encontro Nacional De Negras E Negros da ANEL

 

Em todo o mundo, a juventude e os trabalhadores têm protagonizado importantes lutas contra os ataques promovidos pelos patrões e governos com o aprofundamento da crise. Esta nova situação que leva a miséria extrema, sobretudo os povos não-brancos, tem tornado crescente a barbárie social. A multidão de imigrantes oriundos da Ásia e Oriente Médio, que saem de regiões extremamente pobres em busca de refúgio nos países europeus centrais são exemplos da decadência desse sistema que somente privilegia os ricos e poderosos. Parte significativa destas mobilizações que contagiam os corações e mentes dos jovens brasileiros, tem como agentes lutadores negros e negras que estão à frente de importantes levantes. No país dirigido por um presidente negro, Barack Obama, a juventude negra estadunidense resiste ao genocídio patrocinado pela Casa Branca e a sua polícia racista. Baltimore e Fergunson nos dão uma importante lição: Sim, Vidas Negras Importam!

No Brasil o alarmante dado de que um jovem negro entre 16 e 18 anos tem 139% mais chances de morrer por violência do que um jovem branco da mesma idade escancara apenas uma parte da brutal realidade vivida pela maior parte da juventude brasileira. Pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Pesquisa e Estatística – IBGE em 2011 apontou que dos 16,2 milhões que vivem em situação de miséria 70,8% são pardos ou pretos e 50,9% têm, no máximo 19 anos de idade. O analfabetismo e o desemprego chegam a ser duas vezes maior entre a população negra brasileira, sendo a renda de um trabalhador negro 40% menor do que o trabalhador branco, e entre as mulheres jovens essa desigualdade é ainda mais profunda.

A maior capital do país, São Paulo, tem a mais elevada taxa de encarceramento de negros do Brasil. Além disso, 61% das vítimas da polícia no Estado são negras e 96% são mortos pelas mãos da Polícia Militar. A PM de São Paulo é a que mais mata no Brasil, ajudando nosso país a ter o vergonhoso terceiro lugar no ranking mundial de mortes violentas a jovens, a Polícia Militar paulista mata, em média, uma pessoa a cada oito horas. O jovem negro é o “suspeito padrão”. Mas nem sempre as mortes são informais, a polícia militar de SP escancara sua coerção até o limite, as recentes chacinas em Osasco e Carapicuíba são exemplos disso. Aqui a polícia está autorizada, não por lei, mas pelo pacto sigiloso entre o governo do PSDB e a corporação a praticar execuções sumárias.                                       

A verdade é que todo este cenário tende a ficar ainda pior com o agravamento da economia brasileira. As investidas aos direitos trabalhistas e da previdência, o aumento da inflação e das demissões promovidos por Dilma, demonstra o comprometimento do seu governo com o ajuste fiscal e o pagamento da dívida pública, que já consome 47% de toda a nossa riqueza. Na educação os cortes já cumulam uma tesourada de R$ 11 bilhões, tornando ainda mais precária as escolas e universidades públicas. A crise aberta com as mudanças nos critérios de acesso ao FIES mascara o desvio de verba pública para o bolso dos tubarões do ensino privado, enquanto que a maior parte da juventude pobre é refém do endividamento com as altas mensalidades, ou até mesmo teve que abandonar o seu curso por não conseguir o financiamento.

A aprovação da lei de cotas, que prevê a reserva de 50% das vagas nas Instituições Federais de Ensino Superior – IFES para estudantes oriundos de escola pública, tendo reservado a proporcionalidade estadual para alunos autodeclarados negros, pardos e indígenas, completou em agosto três anos. Está é uma reivindicação histórica do movimento negro e se constitui em uma vitória ainda que parcial na luta em defesa da reparação social, econômica e política por 380 de trabalho escravo e torturas a população negra. Entretanto, as conseqüências dos cortes têm sido nefastas e resultam em maiores obstáculos ao acesso e permanência de jovens negras e negros nas salas de aula, ainda mais sem o investimento necessário nos programas de assistência estudantil,

No Congresso Nacional avança uma série de medidas conservadoras e reacionárias que atacam os direitos das mulheres, negras e negros e LGBT’s. A bancada conservadora, em nome da “família” tem protagonizado uma verdadeira cruzada, que tem como chefe Eduardo Cunha (PMDB). O presidente da Câmara dos Deputados fez toda a espécie de malabarismo possível para a aprovação da redução da maioridade penal, um verdadeiro golpe. Por outro lado, apesar do PT se dizer contrário a PEC 171, defende como medida alternativa a alteração do Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA. Este irá aumentar o tempo de internação dos jovens infratores para até 10 anos em caso de crimes graves, ou seja, mais um ataque já aprovado no Senado por Renan Calheiros (PSDB). Apesar de se dizer favoráveis as medidas para combater a criminalidade juvenil, ambos tem seus nomes envolvidos no esquema milionário da Operação Lava-Jato.

Neste sentido, está mais do que na hora de colocar o bloco da juventude negra na rua, independente do governo e da direita, para conquistar o nosso futuro nas lutas e mobilizações. A Dilma e o PT se dizem ao lado do povo negro, mas mantém há mais de dez anos uma ocupação militar milionária no Haiti, que reprime, estupra e mata, nada tem a ver com assistência humanitária. Faz acordos com os setores mais conservadores para rifar os nossos direitos como foi no pacto conformado para a aprovação da Agenda Brasil com Renan Calheiros. Por outro lado, não nos enganam aqueles que se dizem contra o governo, mas sempre tiveram os seus privilégios na casa grande reservados. Não nos engana o PSDB de Alckmin e Aécio, bem como o PMDB de Termer e Cunha. Ao final dos impasses todos estão unidos em um único plano: Fazer com que a juventude e os trabalhadores paguem a conta da crise! E não temos dúvida que se depender destes a juventude negra irá pagar a maior parte deste débito com o seu próprio sangue. BASTA DE DILMA, AÉCIO, TEMER E CUNHA!

No ultimo dia 19 aconteceu o encontro das entidades e movimentos que convocaram uma marcha contra o governo Dilma e Aécio em São Paulo e reuniu mais de 15 mil ativistas em uma passeata no centro da cidade. Como continuidade da luta foi encaminhado que as duas primeiras semanas de outubro seriam dedicadas a manifestações e mobilizações nos estados. A ANEL aprovou o dia 15 de outubro para marcar um dia de luta contra os efeitos dos cortes nas áreas sociais entre os jovens e reafiarmamos nosso compromisso com a realização de atividades em nossas escolas e universidades nesse dia.

 

Estaremos ao lado dos nossos verdadeiros guerreiros e guerreiras, aqueles e aquelas que não se venderam, nem abandonaram o seu povo e conformaram assim grandes quilombos de resistência. No I Encontro Nacional de Negras e Negros da ANEL estarão conosco Dandaras, Zumbis, Mahins, Malcolms e Angelas Davis! Estará conosco Amarildo, Cláudia, D.G e Eduardo. Em defesa da história, cultura, artes e religiões de matriz africana. Em defesa da juventude negra em cada uma das periferias, favelas, becos de São Paulo e do Brasil!

 

Vem aí, Assembleia Nacional e I Encontro de Negras e Negros da ANEL!

- Fim do genocídio a juventude negra!

- Desmilitarização da PM e legalização das drogas

- Punição dos responsáveis pelas chacinas em Osasco e Carapicuíba!

- Contra redução da maioridade penal! Não à reforma do ECA!

- 35% de cotas raciais para o estado de São Paulo, já! Desvinculadas das cotas sociais! Que a ANEL impulsione essa campanha em conjunto com os NCN das universidades estaduais.

- Fim da terceirização! Incorporação imediata e sem concurso.

- Chega de Ocupação Militar no Haiti! Abaixo à Minustah!

- Chega de Intolerância Religiosa! Em defesa das Religiões de Matriz Africana!

- Dia 15 de outubro é dia luta contra Dilma, Aécio e Cunha e os efeitos da crise entre a juventude.

- 20 de Novembro: Construir nas escolas e universidades à Marcha da Periferia em São Paulo!

 

Resolução Secundarista

 

GT Secundarista

A juventude brasileira despertou para a luta social a partir das manifestações de junho de 2013 e se uniu aos jovens do mundo todo que luta em defesa dos seus direitos, contra as injustiças desse sistema.

Essa geração aprendeu cedo que a violência policial, a ditadura da beleza heteronormativa e branca, a tirania dos diretores e governos pode ser enfrentada. Todas as amarras que nos impõe para nos doutrinar na miséria do possível será transformada com a mobilização coletiva, nas ruas e greves.

E para que essa luta possa ser aprofundar e ganhar cada vez mais força ela precisa de organização. Por isso estamos juntos na batalha pela construção da ANEL.

A partir dessa assembleia estadual decidimos reproduzir a resolução votada no congresso nacional da ANEL sobre a organização dos secundaristas e deliberar pela criação de um Grupo de Trabalho de secundaristas do estado para que possamos organizar as nossas pautas específicas e cada vez mais tomar nosso futuro nas mãos.

O GT será organizado pelos membros secundaristas que compuserem a executiva estadual da ANEL e será aberto para a participação de todos os secundas que quiserem.  Chegou a hora de organizar as escolas e unir os estudantes paulistas com um espaço próprio dentro de nossa entidade.

 

Contra o SARESP!

A educação em nosso estado há anos reproduz a lógica excludente, mercadológica e privatizante. Sem investir em educação e aplicando o ajuste fiscal em São Paulo, Geraldo Alckimin sucateia cada vez mais o ensino publico para privilegiar a educação privada. Iniciamos o ano com centenas de salas de aulas fechadas em todo o estado, superlotando as salas de aula e diminuindo as condições de emprego dos professores. Durante a greve que foi realizada pelos professores em defesa de melhores condições de emprego Alckmin demonstrou mais uma vez sua covardia, cortando o salário dos professores que lutaram desrespeitando mais de uma vez as decisões judiciais em favor dos grevistas. Ao mesmo tempo, foram proibidas as contratações e admissão de novos professores. A conta da crise está sendo repassada para as nossas costas.

Em novembro haverá uma nova edição da prova do SARESP. Essa prova mede a qualidade do ensino e dá uma bonificação salarial para as escolas que atingirem a meta. Sendo aplicada para estudantes do 2º, 4, 6º e 8º série do ensino fundamental e 3º ano do ensino médio, às escolas estaduais, técnicas e algumas particulares. A bonificação é um valor para toda a escola que é dividido entre todos os professores e resulta em um aumento irrisório no salário. Nem todos os alunos são obrigados a prestar a prova e muitas vezes as escolas escolhem apenas os “melhores alunos” para a prestarem de forma que atinjam as metas. Ou seja, não há interesse em medir de fato a qualidade do ensino e pior, as escolas que tem as piores notas são as mais prejudicadas, sem investimento e sem nenhuma política especifica para mudar essa situação. Há anos os estudantes de São Paulo se mobilizam contra essa prova e esse ano queremos organizar a ANEL-SP para entrar nessa luta em todo o estado.

Vamos convocar nossos colegas para nos mobilizarmos contra os cortes de Alckmin na educação e a precarização do ensino e por aumento salarial real para os professores. Frente a isso, propomos que a ANEL estimule o boicote, à partir do GT Secundarista, organize materiais, mobilizações, propagandeação através da página e a luta em todo estado contra o SARESP.

-Contra o ajuste fiscal de Alckimin. A juventude não vai pagar pela crise

-Boicote ao SARESP!

-Aumento salarial para os professores já!

 

Dia de shorts nas escolas

A ANEL SP defende o direito das mulheres de se vestirem como quiserem. Em meio aos cortes na educação feitos pelos governos federal e estadual, a estrutura das escolas é cada vez mais precarizada; as salas de aula são pequenas, super lotadas, há o racionamento de água, os ventiladores estão quebrados, isso quando existem. Com o calor e essas condições, as alunas, simplesmente querendo estudar, vão  de shorts, saia, vestido, regata ou qualquer outra roupa que seja mais confortável, e diferente dos garotos,  são repreendidas por isso. Quando se mostram contrárias a essa posição, são reprimidas e constrangidas, estando sujeitas as mais diversas punições. Isso é machismo! Nosso corpo não é indecente! Existe calor em São Paulo e as mulheres devem ser livres pra usarem o que quiserem. Contra o machismo e em defesa de melhores condições de estudo, organizar um “Dia de Shorts nas escolas”.

 

Página no facebook da ANEl Secundarista

Indicar à CEN que seja reativada a página da ANEL Secundarista nacional e criar uma estadual a partir dessa Executiva e GT Secundarista.

 

Resolução LGBT

Considerando que:

1. Nos últimos anos, as pessoas trans estão se mobilizando e ganhando muita visibilidade. Há alguns anos, até o termo “transfobia” era desconhecido, mas hoje ele aparece nas redes sociais, em capas de jornais populares e na televisão. Apesar disso, a realidade continua sendo bastante nefasta para esse setor da população, que é frequentemente vítima de violência e exclusão. Todos os anos, é noticiado cerca de 1 assassinato por crime de ódio contra LGBTs com requintes de crueldade. Quase metade das vítimas são travestis, que muitas vezes são mortas após serem estupradas. Mas isso é apenas a ponta do iceberg, pois os assassinatos de muitas pessoas trans não são noticiados ou mesmo são encobertos como crimes por envolvimento com o tráfico de drogas.

2. O governo do PT continua negligenciando completamente essa realidade nefasta. Em vez de criminalizar a LGBTfobia e investir em políticas para combater a transfobia, o próprio Estado continua sendo transfóbico, criando inúmeras barreiras para as pessoas trans conseguirem mudar seu próprio nome e sexo no registro civil, acessar o sistema de saúde, relatar os casos de agressão à polícia, etc.

3. A aprovação da lei de identidade de gênero, a lei João Nery, é urgente no Brasil. Infelizmente, a maior parte da população, mesmo entre as pessoas LGBTs, nem sequer sabem o que é uma lei de identidade de gênero.

4. As instituições de ensino reproduzem a mesma lógica. O acesso e a permanência das pessoas trans à educação continua bastante precário. Existe ainda muita discriminação por parte de colegas, professores, funcionários, diretores, reitores, etc. Além disso, em grande parte das instituições de ensino, nem sequer existe uma política de respeito ao nome social e do uso dos banheiros pelas pessoas trans.

5. Em muitas instituições de ensino onde o nome social é implementado, isso ocorre de forma precária e burocrática, às vezes trazendo mais malefícios do que benefícios. Os cartões escolares ou universitários, diplomas e históricos escolares continuam mostrando o nome de registro em posição de destaque, ou mesmo colocando o nome social no meio do nome de registro. Muitos funcionários e professores continuam desrespeitando o nome social, às vezes intencionalmente, outras vezes por falta de formação ou de compreensão sobre o que é o nome social e sobre o respeito às pessoas trans. A prática mostra que implementar o nome social de forma irresponsável e sem treinar funcionários e professores  não adianta absolutamente nada.

Resolvemos:

1. Que a ANEL continue defendendo a necessidade da luta pela criminalização da LGBTfobia e pela aprovação da lei João Nery, criando materiais explicativos e de propaganda desta última.

2. Que a ANEL realize uma campanha em defesa do respeito ao nome das pessoas trans nas instituições de ensino, com um abaixo-assinado defendendo que todos os documentos emitidos pelas instituições contenham apenas o nome social, com o número do RG substituindo o nome de registro e que estas instituições realizem cursos sobre o respeito ao nome social e aos direitos humanos das pessoas trans entre estudantes, funcionários e professores.

3. Campanha virtual para denunciar o estatuto da família

4. Que a pagina do Facebook funcione também como uma espécie de disque-denúncia contra as opressões, um espaço onde estudantes LGBT’s possam denunciar as opressões sofridas em escolas e universidades e que isso contribua para unificar as denúncias e articular a luta.

Resolução Mulheres

Basta de violência no transporte publico

Nos últimos meses nos indignamos com a denúncia de tentativa de estupro coletivo no metro de São Paulo e a omissão do governo. Infelizmente conviver com constrangimento dos assédios no transporte público é a realidade da maioria das mulheres trabalhadoras. A falta de planejamento e investimento, ao lado da conivência dos governos faz com que o dia a dia das mulheres seja repleto de insegurança e assédio. Mas essa realidade tem que mudar. Nos mulheres, não iremos aceitar essa violência e nos juntamos à secretaria de mulheres do sindicato de metroviários de São Paulo para exigir a responsabilidade do governo do Estado contra as denúncias de estupro.

Basta de violência contra as mulheres nos campi!

Depois das denuncias de estupro na faculdade de medicina da USP que vieram a tona a partir da organização das mulheres e levaram os casos a CPI aberta na ALESP o semestre começou com mais um caso de estupro no campus Butantã que alerta a conivência da reitoria e do governo do estado. Essa é uma realidade em todos os campi das universidades do país e em nosso estado. Mas as mulheres estão se levantando e se unindo para gritar que não irão aceitar essa violência. Ao contrário do que apontam as reitorias, não será com PM no campus que esses problemas serão solucionados. A PM paulista é a que mais mata em todo o país e não representa segurança em lugar algum.

Ao mesmo tempo, quanto mais as reitorias restringirem o acesso da população e o governo do estado aumenta sua elitização deixa cada vez mais vulnerável a comunidade universitária. Nós queremos uma universidade aberta a toda a população e não aceitamos que a universidade e governo silenciem-se sobre o que é central: a punição dos estudantes que violentaram mulheres na universidade e a ampliação do acesso aos campi para tornar as universidades mais seguras ao conjunto da população. 

Não é só pelas regatas, nem pelo shorts!

Nas ultimas semanas o calor tem castigado a todos nós, com temperaturas recordes em todo o +país. Ao mesmo tempo, jovens mulheres tem se revoltado com a truculência das diretorias que tem censurado a utilização dos shorts e regatas nas escolas por alunas enquanto os garotos podem se vestir como quiser. O machismo e a falta de democracia nas escolas não vem de hoje, são centenas de caso de opressão que são acobertados pelas mesmas diretorias, mas chegou a hora do basta. Somente essa semana ocorreram atos em diferentes escolas pela cidade de São Paulo e a ANEL convoca a todas a vir para essa luta também. Basta de controlarem nosso corpo e de o tratarem como objeto!

15 de outubro é dia de luta contra o machismo!

No dia 15 a ANEL está convocando um dia de luta contra os governos Dilma e Alckmin e os efeitos do ajuste fiscal entre os jovens. Por isso propomos que nesse dia seja organizado iniciativas, atos, palestras nas escolas em todo o estado para dar visibilidade à luta contra a violência as mulheres.

- Que a ANEL se junte ao MML para fazer uma campanha de que as estudantes possam ir as escolas com a roupa que quiserem com iniciativas no dia 15 de outubro.

- Reafirmar o posicionamento da ANEL na defesa da legalização do aborto, garatindo pelo SUS e pelo Trabalho igual, salario igual.

- Combater o machismo dentro das escolas e levar o feminismo as mesmas, por um educação publica, gratuita e de qualidade, por mais professores negros e que ressalte-se a cultura afro dentro das escolas. Para que as crianças jovens meninas e mulheres tenham uma referencia de sua própria história para que conheçam sua origem e seus heróis. Tendo-se então em vista tratar e trazer a educação afro-feminista para dentro das escolas, tendo como necessidade fundamental o combate ao machismo e racismo; contra a discriminação nas escolas.

- Cunha quer aprovar uma lei que proíba a contracepção de emergência para mulheres vitimas de estupro. Devemos ser contra o projeto de lei 5069, que submete ainda mais as mulheres negras pobres e periféricas a violência do aborto clandestino. Alem disso, legitima o abuso e a violência contra essas mulheres culpabilizando ainda mais a vitima e evitando a punição de seu agressor. 

 

Brasil afora

SP   Em breve notícias de SP...

RJ   Em breve notícias de RJ...

BA   Em breve notícias de BA...

MG   Em breve notícias de MG...

PA   Em breve notícias de PA...

RN   Em breve notícias de RN...

RS   Em breve notícias de RS...

SC   Em breve notícias de SC...

CE   Em breve notícias de CE...

PR   Em breve notícias de PR...

MS   Em breve notícias de MS...

SE   Em breve notícias de SE...

PI   Em breve notícias de PI...

PE   Em breve notícias de PE...

GO   Em breve notícias de GO...

DF   Em breve notícias de DF...

AL   Em breve notícias de AL...

AC   Em breve notícias de AC...

AM   Em breve notícias de AM...

ES   Em breve notícias de ES...

AP   Em breve notícias de AP...

TO   Em breve notícias de TO...

RR   Em breve notícias de RR...

PB   Em breve notícias de PB...

MT   Em breve notícias de MT...

RO   Em breve notícias de RO...

MA   Em breve notícias de MA...

Distrito Federal Minas Gerais Rio Grande do Sul Santa Catarina Paraná São Paulo Rio de Janeiro Espírito Santo Mato Grosso do Sul Mato Grosso Goiás Tocantins Bahia Amazonas Pará Amapá Acre Rondônia Roraima Maranhão Piauí Ceará Sergipe Alagoas Pernambuco Paraíba Rio Grande do Norte
 
 
00:00