Construir a greve geral das universidades paulistas! Faz falta um novo 2007!

 

Na última semana, recebemos com espanto a mudança que o governador paulista, Geraldo Alckmin, fez nas diretrizes gerais para a elaboração do orçamento, parte da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). A alteração do tucano está no PL 587, enviado à Assembleia Legislativa de São Paulo no dia 1º de maio, que espera a avaliação dos deputados estaduais.            

Desde 1989, quando foram definidas as bases da autonomia universitária, as três universidades estaduais paulistas recebem uma parcela de, no mínimo, 9,57% da arrecadação do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

Se a proposta do PSDB for aprovada na ALESP, USP, UNESP e UNICAMP receberão, em 2016, no máximo 9,57% do ICMS. Com a simples modificação de uma só palavra, o ensino superior público paulista sofrer, ainda mais, com a falta de verbas.

 

USP, UNICAMP e UNESP em crise

Já em 2014, as três universidades paulistas entraram em crise financeira, resultado de péssimas administrações e da diminuição dos recursos. O Brasil se aproxima de uma crise econômica e há uma queda acentuada no comércio, nos serviços e, principalmente, na indústria.

No ano passado, a baixa na arrecadação do ICMS retirou mais de 220 milhões de reais da USP, UNESP e UNICAMP. O corte provocou um arrocho salarial de funcionários e professores, assim como afetou diretamente as políticas de permanência estudantil, em especial o oferecimento de bolsas e alimentação.

Em 2014, o Conselho de Reitores (CRUESP) fez a proposta provocativa de reajuste 0% à comunidade universitária. A resposta foi uma forte greve, que derrotou os planos do governo Alckmin e a repressão da reitoria, que cortou o ponto dos trabalhadores.

Agora, em reunião de negociação nessa quinta-feira (14/05), o CRUESP apresentou a proposta de um aumento de apenas 7,21%, dividido em duas vezes, uma soma que mal cobre a inflação do último ano.

O número de alunos matriculados nas três universidades estaduais paulistas cresceu 85% desde 1995. Não há saída duradoura diante da crise do ensino superior público paulista por fora de um aumento significativo de verbas. 

Sem mais investimentos públicos, vão se expandir, inevitavelmente, a precarização e a privatização de nossas universidades. Por isso, o movimento estudantil reivindica, historicamente, o aumento do repasse do ICMS para 11,6% de toda a arrecadação.

29 de maio: parar as universidades paulistas por mais verbas e cotas raciais!

No dia 14 de maio, quinta-feira, aconteceram paralisações parciais e atos nas três universidades estaduais paulistas, com o objetivo de pressionar o CRUESP e de repudiar a mudança na LDO encaminhada pelo governo tucano.

Essas atividades foram muito importantes, porém, os ataques exigem mais. Nesse sentido, a ANEL convida as entidades estudantis e os sindicatos a se somarem ao chamado da CSP-Conlutas e das demais centrais sindicais para fazermos um Dia Nacional de Paralisação e Manifestações, em 29 de maio.

Além de reivindicar mais verbas, defendemos que o nosso movimento assuma com prioridade a bandeira das cotas raciais. As iniciativas da Ocupação Preta na USP são grandes exemplos. Lutamos não só por qualidade de ensino e autonomia universitária, mas também para enegrecer as universidades.

 

01 de junho: indicativo de greve do Fórum das Seis!

O dia 29 de maio dever servir como a preparação da greve geral das três universidades estaduais paulistas. O Fórum das Seis, que reúne os sindicatos de professores e funcionários, além das entidades estudantis, aprovou indicativo de greve para 01 de junho.

Nós, do DCE da USP, estamos convocando uma assembléia geral estudantil para o dia 19/05. Em nossa opinião, o DCE da UNICAMP e os DAs dos campi da UNESP devem fazer o mesmo. Fortalecer a discussão e a organização democráticas dos estudantes é fundamental nesse momento.

Por outro lado, só a unidade da comunidade universitária e o apoio do conjunto dos movimentos sociais podem impedir a alteração na LDO e conquistar cotas raciais. É necessário começar, portanto, um processo de mobilização unitário de estudantes, professores e funcionários da USP, UNESP e UNICAMP.

                               

04 a 07 de junho: organize seu desejo de mudança no 3º Congresso da ANEL!

O enorme descaso com a educação não é uma realidade específica do ensino superior público de São Paulo. O ajuste fiscal aplicado por todos os governos, o federal, os estaduais e municipais, está atingindo com tudo as áreas sociais.

No início do ano, só governo federal cortou mais de 7 bilhões de reais do orçamento do Ministério da Educação. A crise orçamentária das universidades federais e as restrições do FIES são resultados da tesoura de Dilma e Levy.      

As greves dos educadores em diversos estados e cidades do país foram, até agora, as respostas mais contundentes dos trabalhadores. Agora, o movimento estudantil começa a protagonizar a resistência, com a ocupação da reitoria da UFRJ.

Todas essas lutas vão se encontrar no 3º Congresso da ANEL, entre os dias 04 e 07 de junho. Será um espaço independente e democrático do movimento estudantil, com milhares de estudantes e jovens trabalhadores do Brasil inteiro.

Com certeza, estarão presentes centenas de estudantes das três universidades estaduais de São Paulo, ainda mais porque o próximo Congresso da ANEL vai rolar na UNICAMP. Será o fórum perfeito para fortalecermos nossa greve e debatermos as futuras iniciativas do movimento estudantil paulista. Vem com a gente, participe!

 

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