Declaração política da Comissão Executiva Nacional da ANEL: Primeiramente, Fora Temer!

Fora os corruptos e reacionários do Congresso Nacional!

Contra o desemprego, a precarização e o ajuste fiscal! A juventude não vai pagar pela crise!

 

                Somos parte da geração que durante o período de crescimento econômico em nosso país, nos venderam as ilusões de futuro melhor embalado pela ideologia do crescimento com mais oportunidades de empregos e com maior poder de compra. Porém, no meio do caminho percebemos que apesar do crescimento do bolo, quem seguiu levando a maior fatia foram os ricos em poderosos e agora que o crescimento foi embora, querem que nós paguemos a conta dessa crise.  Os planos de ajuste que já vinham sendo preparado desde o Governo Dilma agora serão aplicados e aprofundados pelo novo governo ilegítimo. Além do desemprego que entre os jovens de 24 a 30 anos é duas vezes maior que a média nacional, estamos nos empregos mais precarizados; estamos endividados com as mensalidades cada vez mais caras; para a nossa turma que estuda nas universidades públicas, a situação está cada vez pior com os  cortes nas universidades, perda de bolsas do PIBID; nas escolas a falta de investimento na educação básica até a merenda para de ser servida; na quebrada  a PM realiza um verdadeiro genocídio da juventude negra, muitas vezes apoiado no discurso reacionário de guerra \ás drogas. Diferente do que a Globo e a grande mídia tentam dizer todos os dias, o pior ainda não passou, eles preparam muitos novos ataques pela frente!

Mas como chegamos até aqui?!

                Semana passada se concretizou o impeachment de Dilma. Esse não é e nem poderia ser uma solução para a crise do ponto de vista da juventude e dos trabalhadores. Muito pelo contrário, na verdade é a saída dos ricos e poderosos para construir um governo capaz de ir até o fim na tarefa que Dilma não foi capaz de cumprir: fazer o ajuste que tira dos pobres para dar aos ricos. Esse impeachment é uma manobra desse parlamento que tem tudo de mais podre e reacionário, um antro de corrupção e de venda de nossos direitos, no qual não podemos ter nenhuma confiança. Portanto, somos categoricamente contra o impeachment, por ser uma saída desse setor reacionário para a crise e não da juventude em luta por outro futuro.

                Por outro lado, somos parte de uma entidade que se construiu sempre como oposição ao governo do PT, por entender que esse atacava os direitos da juventude, dos e das oprimidas e dos trabalhadores e que produziu a crise em que se afunda quando resolveu se aliar aos setores mais corruptos daquele congresso, setores que hoje o derrubam. Ouvimos atentamente o discurso da pátria educadora de Dilma no início de seu mandato, e logo em seguida vimos os resultados em nossos locais de estudo do corte de mais de 12 milhões na educação. Não podemos deixar barato essa enganação. 

                Também não é verdade que Dilma e Temer são a mesma coisa, não à toa a juventude que vê seus direitos sendo cada dia mais retirados voltou em peso as ruas no dia em que foi votado o impeachment dizendo que não vai aceitar esse governo que não os representa, e que está ai só para aplicar sem pestanejar os planos de ajuste e de venda de nosso futuro.

Lutar Sem Temer!

                O primeiro discurso do presidente ilegítimo Temer, já mostrou a que veio. Temer não deixou dúvidas de seus planos: mais ajuste fiscal ultra liberal, seja o que for preciso. Falou de suas intenções sobre a reforma da previdência e já apresentou publicamente qual será a proposta, da flexibilização das leis trabalhistas, aprovar a PEC 241, que limita os gastos do executivo, especialmente nas áreas sociais, impedindo assim que nos próximos 20 anos o orçamento anual seja maior que o anterior (excetuando-se a inflação), na prática isso significa: menos dinheiro para saúde, educação, moradia, e ainda mais sucateamento dos serviços públicos. Temer deixou nítido no último mês de governo interino que vai colocar para frente os projetos mais reacionários como o projeto de lei “escola sem mordaça” que tem cinco versões tramitando no congresso, e ainda que em seu governo não tem lugar para os setores oprimidos.

                A juventude e os trabalhadores já preparam a resistência e têm ido às ruas aos gritos de “Fora Temer!” em diversas cidades do país. Como parte da ofensiva desses setores do andar de cima, os governos têm respondido às mobilizações com muita repressão, repetindo cenas de junho de 2013, como a violência policial que fez uma estudante de São Paulo perder a visão de um olho, e ainda publicou em diário oficial que autoriza o uso das forças armadas para repressão de “desordem pública” assinado diretamente por Michel Temer. Diga-se de passagem baseado na Lei Antiterrorismo aprovada pelo governo Dilma.

                Por isso, nós da ANEL chamamos as e os estudantes brasileiros a reforçarem as manifestações de rua pelo Fora Cunha que estão ocorrendo desde a semana do impeachment por todo o país. É preciso fortalecer a luta contra esse governo e pelo nosso direito ao futuro.

                É verdade também que os setores que sempre foram ligados ao PT, como a UNE e a CUT, tentam utilizar das lutas pelo Fora Temer como uma espécie de pré-campanha pelo “Lula 2018” mesmo que em nenhum momento desse processo terem sido realmente consequentes com a luta contra a derrubado do governo Dilma. Afinal, a CUT poderia ter parado o país? A UNE e UBES poderiam ter colocado suas forças a serviço de uma grande jornada de lutas pelo país que mobilizasse de fato os estudantes? Não o fizeram, e nesse momento dão um último grito antes de voltar as suas agendas eleitorais. Devemos repetir os erros?!

                Achamos que não. É preciso construir um terceiro campo de luta da juventude e dos trabalhadores, daqueles que não se sentem representados por esse congresso de corruptos e reacionários, que exaltam coronéis da ditadura enquanto declaram votos, mas que também não se vêem representados no PT, que durante toda sua juventude desferiu ataques sobre aqueles que um dia confiaram nele.  E para construir essas novas referências é preciso que seja nas lutas. Por isso achamos que é muito importante ir aos atos pelo Fora Temer, contando que esses não contenham em suas convocatórias “Volta Dilma”, e sim que estejam a serviço da construção de uma nova alternativa em meio a essa crise e que a juventude e os trabalhadores possam decidir seu futuro.

Lutar nas ruas pelo Fora Temer, contra o ajuste e pela cassação e prisão do Cunha!

                Quem assistiu a encenação que foi a votação do impeachment nessas últimas semanas sabe que há um articulador disso tudo muito conhecido da juventude em luta, ele se chama Eduardo Cunha. Cunha, aquele que colocou em pauta a redução da maioridade penal, legitimando o genocídio e encarcerando a juventude negra, aquele que defendeu o Estatuto da Família e o PL 5069, que protegiam o estuprador ao invés das mulheres, e pretende cassar o direito adquirido ao aborto em caso de estupro, esse mesmo insano queria ainda proibir a pílula do dia seguinte, e avançar sobre os direitos das LGBTT. Quem lembra de Cunha?! Todos nós, em especial todas nós.

                Todas nós que nos levantamos na primavera feminista pelo Fora Cunha, ou que fomos a Brasília repudiar o escândalo que era a votação da maioridade penal, e que vimos nossos direitos serem pouco a pouco cassados pela articulação desse crápula, todas as LGBTTS que odeiam Cunha e vêem em sua imagem o seu genocídio cotidiano. Pois é, a cassação de Cunha se aproxima e achamos que é dever da juventude que foi as ruas pelo Fora Cunha também exigir em Brasília que não haja mais um “acordão” e tudo acabe em pizza.

A votação da cassação de Cunha ocorre na mesma semana da votação no Senado dos PLS 257 e da PEC 241, aquelas do inicio do texto que o “Temerário” está disposto a tudo para aprovar e rifar o futuro da juventude de vez. Por isso, o funcionalismo público, em especial setores com os quais a ANEL sempre esteve na luta, como o ANDES, FASUBRA, SINASEFE, CONDSEF, juntamente com as centrais sindicais, como a CSP – Conlutas, estão chamando um acampamento a Brasília nos dia 12, 13 e 14, com uma grande marcha dia 13, que vá até o congresso dizer que não vamos aceitar nenhum direito a menos. Mais do que cassado queremos que Cunha seja preso pelos crimes contra os oprimidos e oprimidas!

                Queremos fazer aqui um chamado também a UNE, que até agora não deu nenhuma sinalização de se incorporar na Caravana, um chamado a serem conseqüentes na luta contra o ajuste fiscal e a crise econômica. Precisamos unificar todas as lutas em curso, as greves de categorias, mobilizações nas quebradas, nas escolas e universidades rumo à construção de uma grande greve geral que de fato pare o Brasil.

                Achamos que é central que a juventude se incorpore com tudo nessas iniciativas e dê sua cara a essa luta, a cara do Fora Temer que está nas ruas de todo país, a cara da juventude que resiste à repressão, a cara das mulheres e LGBTT que não vão deixar que Cunha saia ileso de todo esse teatro, a cara da juventude preta e pobre das periferias, dos estudantes e jovens ao lado dos trabalhadores para mudar o futuro!

- Todas e todos à Brasília pelo Fora Temer, o fim do Ajuste e a Cassação e prisão de Cunha!

- Contra o ajuste de Temer! Não ao PL 257 e a PEC 241

- Contra o desemprego e a precarização, a juventude não vai pagar pela crise!

- Nenhum direito a menos! Chega de cortes na educação e de ajuste fiscal!

- Fora Temer, que o povo decida! Fora todos os corruptos e reacionários do congresso nacional!
- Contra o projeto “Escola Sem Partido”!

- Prisão para Cunha, Bolsonaro e Feliciano! Contra a cultura do estupro! Vidas negras importam, contra o genocídio da juventude negra!  Pela criminalização da LGBTfobia!

               

 

Veja também a resolução da ANEL sobre a participação nos atos pelo Fora Temer: 

 

Resolução sobre os atos contra o governo temer:

 

Considerando que:

1 - Na última semana, após a votação definitiva do impeachment de Dilma Rousseff, em várias cidades do país, em especial nas maiores capitais, multiplicaram-se atos pelo Fora Temer em reação ao impeachment.

 

2- Esses atos estão sendo alvos, por parte dos governos dos estados e federal, de uma grande operação de repressão truculenta, com base em decretos do atual governo (temer) e da lei antiterrorismo aprovada no então governo de Dilma.  

 

3 - Que os ativistas da ANEL, em vários estados, estiveram presentes nos atos levantando a bandeira do Fora Temer.

 

A Comissão Executiva Nacional da ANEL decide:

1 – Convocar grêmios, DCEs, CAs, Executivas de Curso, coletivos e movimentos, além de todas/os as/os estudantes brasileiros a se somares a esses atos legitimamente convocados contra o governo Temer e seus ataques.

 

2 – Que a ANEL irá aos atos pautada pelas resoluções políticas tomadas na reunião da Comissão Executiva Nacional – CEN, ocorrido no dia 3 de setembro, expressas na declaração política votada nessa mesma reunião.

               

 

 

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