Dia Internacional de Combate ao Racismo: Lutar pelo fim do racismo é lutar por uma educação de qualidade!

 

A situação dos negros e negras no Brasil

Vivemos em um país dominado pelo “mito da democracia racial”, a falsa ideia de que não existe racismo no Brasil, que as desigualdades aqui existentes são meramente econômicas e que é uma triste coincidência os negros serem a maioria da população pobre. Nada disso é verdade!

Estudos socioeconômicos comprovam que não só os negros são a maioria dos trabalhadores brasileiros, como também são os setores mais precarizados dentre estes. Uma pesquisa do IPEA demonstrou que em 2009 a renda média mensal das famílias chefiadas por homens brancos era R$1000,00, enquanto das mulheres brancas era R$ 975,00, dos homens negros era R$ 525,00 e das mulheres negras R$ 500,00.

A nós estão relegados os trabalhos mais mal remunerados, como o trabalho informal, a terceirização, os telemarketings, o trabalho doméstico remunerado e até mesmo a prostituição.

Justamente por isso, sentimos na pele e no bolso o aumento geral do preço dos alimentos e da energia elétrica. Sentimos na pele a falta d’água nas periferias de São Paulo quando temos que optar por fazer comida, lavar roupa ou tomar banho. Sentimos na pele a violência policial que mata a encarcera nossos jovens todos os dias. Sentimos na pele os efeitos da guerra às drogas quando muitas vezes o tráfico parece ser a única saída para a vida dos nossos.

As medidas do Governo Federal de corte dos direitos trabalhistas também não têm ajudado muito. Determinar que é necessário um período de um ano e meio trabalhados antes de ser demitido para ter direito ao seguro desemprego, é retirar esse direito daqueles que ocupam postos frágeis de trabalho, que já tem poucos ou nenhum direito trabalhista garantido. No telemarketing, por exemplo, é muito raro ver alguém trabalhando por mais de um ano no local, tanto pelo nível de desgaste que a função traz quanto pela política das empresas de sempre renovarem os quadros. Esses trabalhadores seriam os primeiros afetados com a modificação das regras do seguro desemprego.

Mas o que o movimento estudantil tem a ver com o combate ao racismo?!

Hoje, a realidade dos jovens negros infelizmente não é a da universidade. Enquanto a juventude branca e rica estuda, estamos fazendo bicos nos lava-rápidos, na construção civil, como babás, feirantes, marginalizados, ou sendo assassinados pela Polícia Militar. Muitos de nós sequer chegamos a concluir a escola, e isso se dá, dentre muitas outras coisas, pela necessidade de ter que trabalhar muito cedo, por não conseguir enxergar nos estudos uma perspectiva de mudança de vida e pelo filtro meritocrático e racista pelo qual temos que passar para entrar nas universidades. Os poucos de nós que cursam o ensino superior, o geral o faz nas universidades pagas, se endividando por anos para poder estudar.

O Governo Federal, com seu slogan “pátria educadora”, iniciou o ano anunciando um corte de R$ 7 bilhões para a educação. Como diz um velho ditado, “a corda sempre arrebenta para o lado mais fraco” e também logo no início do ano muitos estudantes de universidades pagas em todo o país não conseguiram renovar o seu FIES (Fundo de Financiamento Estudantil) e tiveram que trancar suas matrículas. Algumas universidades federais abriram iniciaram suas aulas depois do previsto e outras tiveram políticas de assistência estudantil como ônibus, creches e restaurantes universitários cortados.

Parte essencial da luta do movimento estudantil deve ser de garantir a entrada da classe trabalhadora negra nas universidades através das cotas raciais, mas também de lutar para que ela consiga permanecer estudando, através da garantia de políticas efetivas de assistência estudantil, como moradia, restaurantes, creches, auxílio xerox, bibliotecas de qualidade, ônibus, enfim, precisamos lutar para que os negros tenham o direito de entrar e permanecer estudando em universidades de qualidade sem pagar nada.

Lutar pelo fim do racismo também é lutar pela garantia de uma educação de qualidade, e por isso, reforçamos o chamado para a construção de um dia unificado de lutas no dia 26/03! Vamos construir mobilizações e paralisações em nossos locais de estudo lutando pelo nosso direito de entrar, permanecer e enegrecer as universidades.

 

Brasil afora

SP   Em breve notícias de SP...

RJ   Em breve notícias de RJ...

BA   Em breve notícias de BA...

MG   Em breve notícias de MG...

PA   Em breve notícias de PA...

RN   Em breve notícias de RN...

RS   Em breve notícias de RS...

SC   Em breve notícias de SC...

CE   Em breve notícias de CE...

PR   Em breve notícias de PR...

MS   Em breve notícias de MS...

SE   Em breve notícias de SE...

PI   Em breve notícias de PI...

PE   Em breve notícias de PE...

GO   Em breve notícias de GO...

DF   Em breve notícias de DF...

AL   Em breve notícias de AL...

AC   Em breve notícias de AC...

AM   Em breve notícias de AM...

ES   Em breve notícias de ES...

AP   Em breve notícias de AP...

TO   Em breve notícias de TO...

RR   Em breve notícias de RR...

PB   Em breve notícias de PB...

MT   Em breve notícias de MT...

RO   Em breve notícias de RO...

MA   Em breve notícias de MA...

Distrito Federal Minas Gerais Rio Grande do Sul Santa Catarina Paraná São Paulo Rio de Janeiro Espírito Santo Mato Grosso do Sul Mato Grosso Goiás Tocantins Bahia Amazonas Pará Amapá Acre Rondônia Roraima Maranhão Piauí Ceará Sergipe Alagoas Pernambuco Paraíba Rio Grande do Norte
 
 
00:00