INFORMATIVO DA CEN Nº 6

 

No último domingo (14) foi realizada a reunião da Comissão Executiva nacional da ANEL – CEN. A seguir está contido o resultado do acúmulo alcançado durante a reunião, bem como as orientações para as Comissões Executivas Estaduais – CEEs.

Proposta de pauta para as CEEs:

1 – Conjuntura e perspectivas;

2 – Iniciativas/ Calendário;

3 – Finanças/Organização.

1 - A Nova Realidade no Brasil e os Rumos para o Movimento estudantil.

As Jornadas de Junho e o dia 11 mostraram que vivemos uma nova realidade no Brasil. A Juventude saiu às ruas em Junho e fez estremecer todo o país. De norte a sul, milhares foram às mobilizações. Chegamos a marca de 2 milhões de pessoas nas manifestações do dia 20/06. Vivemos momentos inéditos na história do Brasil.

“11 de Julho Brasil parou. Dilma, apenas começou!”

O dia 11 marca a entrada da Classe trabalhadora organizada em cena. Apesar do bloqueio da mídia e da tentativa de desmoralizar o Dia Nacional de Luta que foi convocado pelas centrais sindicais, nós temos uma certeza: o dia 11 parou o país! Em várias cidades, de fato, a paralisação foi geral, como em Porto Alegre e Belo Horizonte. Partimos de um ponto para analisar o dia 11, existem especificidades distintas entre as formas de mobilização travadas em Junho e a realizada no dia 11. Não tem como medir a força política do dia 11 somente pelo número de pessoas nas ruas. Existe uma diferença de qualidade: a classe operária quando entra em luta e para a produção gera imensos prejuízos à burguesia. Muito diferente de uma mobilização que reúne milhares, mas não causa impacto econômico imediato. É por isso que a mídia passa a ideia de que o dia 11 seria a expressão do anacronismo das formas tradicionais de organização da classe trabalhadora. Essa é uma tentativa de desmoralizar o inimigo capaz de derrotar o plano econômico do governo Dilma e dos projetos de conjunto da burguesia. Recomendamos a leitura da seguinte matéria: http://anelonline.com/?p=989

Nesse dia, pararam metalúrgicos, químicos, rodoviários, operários da construção civil, bancários, professores da rede básica e do ensino superior, técnico-administrativos de universidades, estivadores, petroleiros e etc. Diversas categorias cruzaram os braços e puseram os pés nas ruas. Nesse dia 11 colocou em prova o nosso princípio de aliança operário estudantil. Achamos que fomos vitoriosos. De norte a sul, a ANEL esteve presente nos piquetes nas portas das fábricas, nos atos de rua, nas panfletagens, fechando rodovias. A ANEL fez isso porque quer transformar o país. Queremos fazer isso por completo e não pela metade. Para isso, é fundamental estarmos de mãos dadas com os trabalhadores. Para saber mais sobre a intervenção da ANEL veja: http://anelonline.com/?p=1007

E os rumos do Movimento estudantil? O novo pede passagem!

Vimos, nas ruas, a participação massiva de estudantes das universidades e escolas. A juventude tem cumprido papel fundamental e, a partir da força da sua mobilização, tem exigido seu direito ao futuro.

Está sendo anunciado o novo. Não são poucas as intervenções que rechaçam as velhas práticas de burocratização do movimento estudantil e sindical. A juventude tem dito que quer um movimento democrático, onde todo mundo passa falar e apresentar suas opiniões. A ANEL é parte disso. Desde a fundação da entidade, o princípio da democracia; da relação constante com a base; da desburocratização e da independência política de governos e reitorias são guias que orientam todas as ações da ANEL.

É hora de romper com o velho e vir construir o novo. A UNE, com suas velhas práticas burocratizadas e sem independência política, não tem nada a oferecer à juventude em luta no Brasil. Não é à toa que em meio a tudo isso a UNE tem a cara de pau de aprovar o Estatuto da Juventude que restringe a 40% o nosso direito à meia-entrada, isso em troca da volta do monopólio das carteirinhas. O velho não me representa, queremos seguir em frente!

Para isso, queremos desde já começar a preparar uma ofensiva sobre as universidades e escolas. Avaliamos que no próximo período poderão ocorrer lutas importantes nesses locais e a ANEL pode cumprir papel decisivo.

a)      Fazer um jornal nacional de volta às aulas.

2 – Iniciativas e Calendário.

 

Lançar a campanha de Filiação da ANEL: LIVRE!

                Um dos encaminhamos do II Congresso da ANEL é realizar uma grande campanha de filiação à entidade. Já está no site um link para realizar o cadastro e muitas CEEs já têm carteirinhas. Queremos dar um salto com essa campanha.

                São muitos os informes de ativistas que se aproximam da ANEL e perguntam: como faço para fazer parte? É comum que respondamos dizendo que é só chegar mais, participar das reuniões, ir às atividades e etc. Queremos dizer mais que isso: seja ANEL de carteirinha. Além de ser uma forma de campanha financeira pra entidade, é também uma forma de concretizar politicamente a relação dos ativistas e das entidades gerais e de base com a ANEL.

Resolvemos:

a)      Propor aos CAs e Das que filiem suas entidades à ANEL;

b)      Propor aos ativistas que comprem a carteirinha e venha construir o novo Movimento Estudantil.

Estatuto da Juventude: restringe o direito à meia-entrada e concede monopólio das carteirinhas à UNE! VETA, DILMA!

Na última semana (09) foi aprovado pelo Congresso Nacional o projeto de novo Estatuto da Juventude. Em meio às mobilizações que sacodem o país em que a juventude e a classe dizem que querem mais a UNE e o Governo aprovam menos para a juventude.

Esse projeto restringe o direito à meia-entrada e retrocede nessa conquista histórica. Não é à toa que a UNE aprovou esse projeto. Essa entidade, além de ir a reboque do governo Dilma ainda se beneficiará com essa nova medida, vai voltar a ter o monopólio sobre o direito da juventude lucrando com a meia-entrada. Agora o projeto vai para a sanção da presidenta. Vamos exigir que a Dilma vete esse projeto. Vamos fazer a operação VETA, DILMA.

Resolvemos:

a)      A melhor forma de dar consequência a essa campanha é marcando atos convocados amplamente contra a restrição e exigindo que Dilma vete esse projeto. Em São Paulo já está marcada uma reunião pra preparar ações. Orientamos que todas as CEEs marquem um ato para porta de cinemas com esse tema convoquem os ativistas, façam eventos no facebook;

b)      Recolher amplamente assinaturas para o abaixo-assinado nacional contra a restrição à meia-entrada e contra o monopólio das carteirinhas.

Reunir as CEEs e preparar para o calendário das Assembleias Estaduais e da Nacional.

É hora de manter a regularidade das reuniões das CEEs da ANEL. Temos muitos desafios pela frente. É importante que as CEEs se reúnam para preparar a intervenção da ANEL nos atos e planejar quais os próximos passos.

                Os ativistas que estão nas ruas clamam por espaços de organização. A ANEL deve ser essa alternativa para aqueles que cansaram do velho, mas sentem a necessidade de seguir em luta e se organizar para mudar o país. Para isso é importante que, desde já, comecemos a preparar as Assembleias Estaduais da entidade.

                Queremos, também, já marcar um indicativo para a realização da VIII Assembleia Nacional da ANEL. Achamos que essa assembleia, além de ser um importante fórum para a entidade e reafirmar a consolidação da mesma, é também um espaço para o movimento de conjunto. A ANEL, pelo seu caráter democrático e aberto à todos os ativistas e organizações políticas, tem o dever de convocar amplamente a Assembleia Nacional para organizar a juventude estudantil de todo o país. Esse vai ser o primeiro e mais importante fórum do movimento estudantil convocado desde que começou o processo de mobilizações no país. Queremos lembrar que a assembleia nacional é regida democraticamente pelos anseios de cada um que está em luta e por cada CA/DA das universidades e grêmios das escolas. A juventude que luta tem uma alternativa real de organização.

Resolvemos:

a)      Orientamos que as CEEs marquem o período entre a 2º quinzena de Agosto até meados de Setembro pra realizar suas assembleias.

b)      A Comissão Executiva Nacional da ANEL indica os dias 21 e 22 de Setembro para a realização da VIII Assembleia Nacional da ANEL.

 

3 - Organização e finanças

ALERTA! Colocar em prática a resolução de finanças do II congresso e preparar campanhas financeiras.

No II Congresso da ANEL foi votada a resolução de finanças que determina o seguinte:

Portanto, o II Congresso da ANEL resolve que:

1)                  Responsabilidade das CEEs:

Todas as CEEs devem fazer uma contribuição semestral à CEN, no valor de, no mínimo R$300, composta de:

- Campanha de Filiação Individual. Cada carteirinha custa R$10,00 (30% para CEE e 70% para CEN)

- Campanhas Financeiras Regulares, como pedágios, festas, rifas, entre outras.

- Arrecadação com as entidades de base e DCEs, com o seguinte critério:

a) Entidades e coletivos que constroem a ANEL que possuem arrecadação regular devem contribuir semestralmente com, no mínimo, 10% da arrecadação semestral.

b) Entidades e coletivos que constroem a ANEL sem arrecadação regular devem contribuir semestralmente uma cota de, no mínimo, R$50,00.

2)                  Responsabilidade da CEN

É de responsabilidade da CEN garantir um cadastro nacional dessas entidades filiadas e dos estudantes filiados individualmente.

Além disso, a CEN tem a tarefa de propor na próxima Assembleia Nacional um critério de diferenciação das contribuições estaduais, a ser votado.

Diante dessas imensas mobilizações a necessidade de a ANEL ter suas finanças saudáveis é fundamental. Não conseguiremos fazer todas as grandes faixas que necessitamos, nem organizar a caravana que poderíamos para a Assembleia Nacional e nem fazermos o panfleto necessário para convidar as assembleias estaduais se não tivermos dinheiro. É fundamental que as CEEs planejem campanhas financeiras. As CEEs que fizeram campanhas financeiras durante os atos obtiveram resposta muito positiva. Como exemplo a ANEL de Florianópolis que vendeu camisetas da entidade por R$ 30,00. As dívidas acumuladas prejudicam muito o funcionamento das estaduais e também da nacional. Entendemos que todos estão bem ocupados participando de fóruns, plenárias e atividades relacionadas aos atos que tomaram conta das ruas do país, mas o pagamento das dividas não pode ser um plano para depois desse momento, tem que ser para agora. Temos que pensar do ponto de vista de que a ANEL pode crescer bastante e já tem crescido. Tivemos bastante gasto com o congresso e é importante manter a saúde financeira da entidade. Sendo assim orientamos que todas as CEE’s iniciem campanhas financeiras e entrem em contato com a CEN para saber o valor de suas dívidas e nos deem prazos para os pagamentos.

a)      Realizar um jornal nacional para a volta às aulas;

b)      Fazer operativo sobre os sindicatos;

 

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