As minas têm direito ao próprio corpo e ao futuro! Não vamos pagar pela crise!

Basta! Dilma, Cunha Temer e Aécio: inimigos das jovens e trabalhadoras!

 

No marco da crise econômica, todos os nossos direitos se vem ameaçados. O direito ao nosso corpo com a epidemia do zika-vírus, a violência contra as mulheres ficam sem resposta dos governos e nosso direito à educação se vê atacado pelos cortes da presidenta Dilma. Por isso, é fundamental sairmos às ruas no Dia Internacional da Mulher, 8 de março, ao lado das trabalhadoras, para dizer: Basta! Não vamos pagar pela crise. Dilma, Cunha, Temer e Aécio são inimigos das jovens e trabalhadoras.

Pelo direito ao aborto: as nossas vidas importam!

No ano passado, as jovens foram às ruas em várias capitais contra o PL 5069 do deputado federal Eduardo Cunha. Exigindo não só o Fora Cunha, mas também os nossos direitos sexuais e reprodutivos. O projeto de Cunha pretende limitar o direito ao aborto no caso de estupro, um grande ataque ao direito ao nosso próprio corpo.

Agora com o zica-vírus, volta a ser colocado na ordem do dia a necessidade de legalizar o aborto, com um agravante: são as mulheres das periferias quem mais se vem obrigadas a sozinhas lidar com as dificuldades de se ter um filho com microcefalia. Na crise que passa o país, já se conta a redução das verbas no Ministério da Saúde em mais de 12%, sendo que 75% dos usuários são mulheres. Assim, nem todas as mulheres são testadas para o vírus, só quando apresentam sintomas. Porém, a realidade é que a grande maioria de pessoas infectadas com o zica não apresentam sintomas.

Dessa forma, são as mulheres negras e pobres que acabam procurando abortos ilegais, pondo sua vida em risco e muitas vezes morrendo. Outras, pelo contrário, terão que levar adiante gravidez nãos desejadas, sem direito de decidir sobre o seu próprio corpo. E, pior, sem ter a estrutura para criar a criança depois: o sistema de saúde e educação estão cada vez piores diante da crise econômica.

A presidenta Dilma, que vem cortando o orçamento do Ministério da Saúde, não controla a epidemia do zika-vírus e não dá garantia ao direito das mulheres para escolher. É graças a ela que os setores conservadores vem tendo mais poder no Congresso Nacional, grande evidencia disso foi o acordão que ela fez com Cunha, no ano passado, para ele não abrir o processo de impeachment, em troca dela não abrir o processo de cassação do deputado corrupto. Por isso, exigimos: Fora Cunha! Educação sexual para decidir, anticoncepcionais para não abortar, aborto legal, seguro e gratuito feito pelo SUS para não morrer!

Nenhuma a menos: não à violência machista! Basta de assédios e estupros!

No Brasil, uma mulher é estuprada a cada dez segundos, cinco são espancadas a cada dois minutos, e uma é assassinada a cada duas. Essa realidade é ainda pior no caso das mulheres negras, que sofrem três vezes mais violência do que as mulheres brancas.

As jovens tem rompido o silêncio, primeiro nas universidades e agora nas escolas. As denúncias contra estupros nos campi, assédio dos professores, abusos no transporte público e a luta pela liberdade das estudantes de usar shorts nas escolas são exemplos dessa resistência.

A violência atinge todas as mulheres, mas são as trabalhadoras e pobres as que mais sofrem. Quem mora em bairros distantes, sem infraestrutura e tem que andar no ônibus lotado fica a mercê dos machistas, fora e dentro da condução. Isso piora com as mulheres trabalhadoras, que, por medo de perder o emprego, convivem com o assédio moral e sexual no local de trabalho. Inclusive, muitas são forçadas a seguir vivendo com maridos ou companheiros agressores pelo simples fato de não terem como se sustentar ou sustentar os filhos depois da separação. Esses medos pioram com a crise econômica, onde o desemprego é uma realidade crescente. Essa situação é ainda pior para as mulheres negras, que, muitas vezes, trabalham em empregos terceirizados sem direitos trabalhistas.

Isto se combina com a ideologia comum que acredita que a mulher branca serve para casar, a mulata para transar e a negra para trabalhar. Neste caso, a violência sexual e física é só o extremo mais grotesco desta opressão. Segundo o Mapa da Violência 2015, entre 2003 e 2013, o número de homicídios de mulheres negras subiu quase 20%, enquanto o de mulheres brancas caiu perto de 12%. Essas mulheres que são as mais afetadas pela violência machista devem ser as nossas aliadas no combate ao machismo junto com o conjunto da classe trabalhadora.

Diante dessa realidade, Dilma escolhe seu lado. A Secretaria de Políticas para as Mulheres foi fundida com a Secretaria de Igualdade Racial e a de Direitos Humanos, depois de o já insuficiente orçamento da antiga pasta ter sido cortado em 57% em 2015. Dilma prefere garantir o lucro das empresas, pagando a Dívida Pública. Enquanto isso, joga a crise econômica nas costas das mulheres trabalhadoras. Por isso, afirmamos: mais dinheiro para o combate à violência e nem um real para a Dívida Pública!

Não aos cortes na educação! Por nosso direito ao futuro!

As mulheres são um dos setores que mais se vê prejudicado com a crise da econômica e suas implicações para a educação. Com os cortes na educação, a ampliação de vagas em creches e escolas diminuiu. Esta situação faz com que as mulheres não tenham onde deixar as crianças. Isso somado aos altos valores do ensino privado, força muitas mulheres a abandonarem seus empregos e estudos para cuidar dos filhos.

Nas universidades, os efeitos dos cortes também estão afetando muito a vida das estudantes. Falta manutenção e iluminação nos campi, gerando cenários perfeitos para assédios e estupros. Além disso, a falta de permanência estudantil de qualidade expulsa muitas jovens negras. A ocupação de escolas em São Paulo teve um importante peso das secundaristas, que lutaram pelo direito ao seu futuro e impediram o plano de fechamento das escolas do governador paulista Geraldo Alckmin, um reflexo dos cortes na educação no estado. Agora, são as estudantes secundaristas do Rio de Janeiro que lutam contra o ajuste fiscal do governador Pezão.

Basta! Dilma, Cunha, Temer e Aécio: inimigos das jovens e trabalhadoras!

Diante desta realidade, os partidos da ordem estão decididos a fazer as jovens e trabalhadoras pagarem a conta da crise econômica. É preciso, portanto, aproveitar as manifestações do Dia Internacional da Mulher, 8 de março, para construir uma alternativa independente contra o governo Dilma e a direita conservadora do Congresso Nacional, capaz de colocar para fora todos os governantes e políticos que atacam os nossos direitos.

 
 

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