Outubro de Luta: Manifesto Unitário do Movimento Estudantil Convoca Jornada Nacional de Lutas no dia 15.

A Marcha Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras contou com uma grande presença de jovens, em sua maioria concentrados/as na coluna da ANEL, que reuniu cerca de 1.200 pessoas. Ao todo a Marcha superou a marca de 15 mil pessoas. No dia seguinte ocorreu o Encontro de Lutadores e Lutadoras onde foi aprovada uma declaração política unitária (http://cspconlutas.org.br/2015/09/encontro-de-lutadores-e-lutadoras-apro...) . Mais de 40 entidades de todo o país participaram desse encontro, nele ocorreu um grupo de juventude com presença de diversos coletivos, representantes de entidades estudantis, como o DCE da UFMG, USP, UFRJ e UFRGS, além de CAs, Executivas e Cursos e etc. Nesse grupo os estudante definiram pela incorporação da juventude no calendário geral indicado pelo Encontro e pela convocação de um dia nacional e unitário de lutas da juventude no dia 15 de Outubro. 

Além disso, o Comitê Nacional Em Defesa dos 10% do PIB para a Educação Pública Já, onde se reunem entidades como o ANDES, SINASEFE, EXNEEF, CFESS, FENET, ANEL, além da presença dos coletivos de oposição de esquerda da UNE (RUA, Juntos, UJR...), também deliberou pela indicação às suas entidades que se somem na construção do dia 15, assim como a última reunião da Secretaria Executiva Nacional da CSP - CONLUTAS que optou pelo encaminhamento de indicar às suas entidades da educação que se somem ao dia 15.

Confira abaixo o manifesto unitário do Movimento Estudantil nacional aprovado no dia 19:

 

Manifesto do Movimento Estudantil independente, contra Dilma – PT, Cunha e Temer e Renan – PMDB; Aécio/PSDB. Derrotar o Ajuste Fiscal! Que os ricos paguem pela crise! Por uma alternativa classista dos trabalhadores, da juventude e do povo pobre!

Aprovado no dia 19 de setembro, em São Paulo, no Encontro Nacional de Lutadores e Lutadoras

 

A juventude e os trabalhadores do Brasil estão indignados com a política e a situação econômica nacional. Todos os dias, os jornais divulgam novos capítulos da operação Lava Jato, que atinge PT, PMDB e PSDB. Enquanto os políticos continuam a farra da corrupção, o povo pobre sofre com a inflação, a precarização do trabalho, as demissões e o ajuste fiscal.

Diante da crise econômica, a presidenta Dilma e os governos estaduais e municipais aplicam o mesmo plano: cortar os gastos públicos com as áreas sociais para pagar a Dívida Pública. Os grandes bancos nunca lucraram tanto. A tesoura do Ministro Levy/Dilma cortou só da educação mais de 11 bilhões de reais, o que tem levado universidades à situação de crise brutal, inclusive vários Reitores já declararam publicamente que não tem mais dinheiro e que serviços essenciais serão paralisadas além da ampliação de demissões de terceirizados, por isso trabalhadores e estudantes das universidades públicas constroem uma importante greve a nível nacional. O fato é que as universidades públicas não tem dinheiro para funcionar, e o governo já anuncia um novo corte na educação para o orçamento do ano que vem, o que mais do que nunca nos coloca a tarefa de estar a frente dessas lutas para barrar os cortes e o ajuste, pois se depender do governo, vem mais ataques por aí. Essa luta deve se expandir para estudantes das universidades privadas, que além delas não terem políticas de permanência, esses estudantes sofrem com os cortes no Prouni e no Fies, e o crescimento de demissões de professores das privadas. No início do ano, o governo federal também editou medidas provisórias atacando direitos trabalhistas, como o seguro desemprego.

Agora, o governo petista e a oposição de direita, sob a orientação do mercado financeiro e do imperialismo, negociam novos ataques aos direitos sociais. A Agenda Brasil proposta pelo PMDB pretende a ampliação das terceirizações e a cobrança no SUS, entre outras coisas. Em setembro, Dilma e Levy anunciaram mais um pacote de cortes nos gastos públicos, reduzindo ainda mais os investimentos em saúde e moradia, além de congelar os salários dos servidores públicos federais.

O processo de privatização da Petrobras avança, através dos leilões e da venda de ações da empresa estatal aos acionistas internacionais. A privatização da linha 5 do metrô de São Paulo e da companhia de energia de Goiás, ambos feitos pelo PSDB, mostram que a mesma política de privatização é compartilhada por governos estaduais, bem como a política de cortes e ajuste praticada pelo governo Sartori no RS é irmã da implementada por Dilma/Levy. Os governantes querem vender o patrimônio nacional para garantir o superávit primário.

No Congresso Nacional, deputados e senadores querem limitar as liberdades democráticas. A Reforma Política pretende legalizar o financiamento privado das campanhas eleitorais e retirar os partidos da esquerda do horário eleitoral e dos debates na televisão. A Lei Antiterrorismo visa aprofundar a criminalização dos movimentos sociais e dos ativistas.

A proposta de redução da maioridade penal não vai diminuir a criminalidade, mas sim expandir o encarceramento dos jovens brasileiros. A juventude negra é a principal vítima da violência policial e do crime organizado, que promovem um verdadeiro genocídio nas periferias. Ao mesmo tempo, também segue a brutal perseguição ao povo indígena, à exemplo do recente assassinato de um líder da tribo Guaraní Kaiowá.

A revolta contra Dilma da maioria da população é muito progressiva, pois o PT governa há treze anos em parceria com banqueiros, empreiteiros e empresários, nacionais e internacionais. Por sua parte, a oposição de direita quer aproveitar a crise política e o desgaste do governo petista para voltar à presidência. Basta! Nem Dilma, nem Aécio, nem Temer e nem Cunha nos representam!

O PT, o PMDB e o PSDB brigam pelo poder, porém todos tem acordo em fazer os trabalhadores e a juventude pagarem os prejuízos da crise econômica. Por isso, é preciso ir às ruas lutar por nosso direito ao futuro e forjar um terceiro campo dos trabalhadores e da juventude, independente daqueles que sempre governaram o país.

A Marcha Nacional dos Trabalhadores e da Juventude, que ocorreu no dia 18/09, em São Paulo, foi um importante passo nesse caminho, onde estudantes, professores, operários, trabalhadores sem-teto, indígenas, mulheres, a comunidade LGBT e negros e negras unificaram-se contra o governo Dilma, a oposição de direita e o Congresso Nacional.

As entidades e os coletivos do movimento estudantil, reunidos no Encontro Nacional de Lutadores e Lutadoras do dia 19/09, acreditam que o processo de mobilização e a construção de uma alternativa política dos de baixo, através da unificação e fortalecimento das greves e lutas que estão ocorrendo ao redor do país. Essa juventude que quer construir o terceiro campo deve apoiar e se somar às greves dos trabalhadores seja nas universidades e escolas ou fora delas para que possamos derrotar o ajuste fiscal, o governo de Dilma e a oposição de direita. Por isso, convocamos as seguintes iniciativas:

 

1)     Aderir ao calendário de lutas unitário aprovado no Encontro Nacional de Lutadores e Lutadoras, baseado no Outubro de Luta;

2)     Realizar em 15 de outubro um Dia Nacional de Mobilização nas universidades e escolas, em defesa das bandeiras abaixo:

 

 

                   - Contra Dilma (PT), Cunha e Temer (PMDB) e Aécio (PSDB);

                         - Contra os cortes de Dilma na Educação! Abaixo o ajuste fiscal!

                         - Em defesa dos estudantes prounistas e bolsistas do Fies! Não às demissões de professores de universidades privadas! Pela estatização do ensino privado sob controle dos trabalhadores e usuários!

                         - Que os ricos paguem pela crise! Auditoria e suspensão do pagamento da Dívida Pública!

                         - Não à redução da maioridade penal! Não às alterações no ECA propostas pelo PSDB, em acordo com o PT!

 - Não ao genocídio da juventude negra e à violência policial!

 - Legaliza STF! Fim da guerra às drogas!

 - Fora Cunha e todos os corruptos!

 - Abaixo a Reforma Política antidemocrática!

- Não à Lei antiterrorismo! Lutar não é crime!

- Por uma alternativa política dos de baixo, dos trabalhadores, da juventude e do povo pobre! 

 

 

 

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