Um chamado as Mulheres de Junho: Todas ao Encontro do MML

 Mariana Pércia - Comissão Executiva Estadual Alagoas

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    Em Junho de 2012 mais de 2 milhões de pessoas foram as ruas em todo o Brasil dar um grito de indignação. Uma indignação que parecia difusa, mas que foi deixando cada vez mais claro seus objetivos de luta por um transporte público gratuito e de qualidade, de exigência em investimento na educação e saúde e de um basta na violência do país.

     Esses jovens têm em suas fileiras 50% de mulheres, em sua grande maioria, mulheres jovens. E esse é um dado muito importante.

    Se a juventude em geral cresceu ouvindo que não vale mais a pena lutar, sendo educada a deixar de lado seus direitos porque “as coisas sempre foram assim”, essa falta de estímulo é muito maior quando se tratam de mulheres. Pois nós fomos educadas a nos adaptar ao machismo que nos impede de falar em público, de usar a roupa que quisermos, de ter o comportamento sexual que bem entendermos e de ter autonomia sobre nosso corpo.

           Os dados são alarmantes: a cada 2 minutos, 5 mulheres são agredidas, sendo que a maioria delas encontra-se na faixa dos 15 aos 29 anos, com maior destaque entre dos 20 aos 29 anos. Em 20 anos o número de mulheres vítimas de homicídio aumentou 217%.

542240_554287237969923_1101247587_n            Nas universidades e escolas os casos de machismo continuam a existir no cotidiano das estudantes, desde piadas machistas à violência sexual. Há ainda muita evasão escolar devido à falta de creches universitárias em tempo integral e gratuitas. Atualmente apenas 17 universidades têm creches em todo o país, e a grande maioria não atendem mais as necessidades das estudantes, já se encontrando lotadas com os filhos e filhas dos funcionários da universidade.

            Como se não bastasse a pouca iniciativa dos governos federal e estadual para resolver problemas cotidianos como esses citados, junho também foi espectador de uma grande ameaça de retrocesso nos direitos das mulheres: o Estatuto do Nascituro.

            Esse projeto de lei que tramita no congresso nacional ataca brutalmente os poucos direitos que as mulheres conquistaram sobre o tema do aborto: a legalização do aborto em caso de estupro (aborto emocional) e em casa de risco a vida materna (aborto terapêutico) e opta por proteger, acima de tudo, a vida do feto em detrimento da mãe. Além disso, institui no artigo 13 do Estatuto a chamada “Bolsa Estupro”, uma pensão dada pelo governo federal às mulheres que vão ter filhos oriundos de uma violência sexual. O estatuto termina com “chave de ouro” classificando o aborto como crime hediondo, igualando ao crime de estupro.
Enquanto isso, mais de 200 mil mulheres entre 20 e 29 anos abortam todos os anos e 20% delas morrem vitimas de um aborto inseguro. É um absurdo que o Governo Brasileiro continue fazendo de um direito da mulher sobre seu corpo uma negociação entre bancadas no congresso e feche os olhos para toda a violência a que somos expostas, colocando no mesmo patamar a violência sexual contra a mulher e um ato de determinação sobre a continuidade de uma gravidez ou não, que independente da opção religiosa das mulheres, ocorre sem nenhuma segurança.

         Isso tudo acontece em meio ao Governo de uma mulher, na qual milhares de jovens e trabalhadoras depositaram suas esperanças de terem atendidas demandas históricas das lutas das mulheres, mostrando que é preciso exigir muito ainda desse governo e que o fato de ser uma mulher não determina a vitória de nossas conquistas, pois não é uma questão de gênero apenas, mas de classe.

          A classe que o governo Dilma escolheu atender nesses 3 anos, foi a dos patrões que utilizam da opressão para pagar menos as mulheres, a dos empresários, que fazem do aborto um negócio e não uma questão de saúde pública e das reitorias, que tratam com descaso as milhares de mulheres que desistem de seus cursos por não terem creches para seus filhos.1175521_510514382365399_2048944604_n
As mobilizações de junho e a unidade com a classe trabalhadora em julho tiveram também o papel de fortalecimento das mulheres enquanto figuras políticas e de expor situações do cotidiano que  devem ser reivindicações do conjunto da sociedade.

            A ANEL, junto a CSP- Conlutas, faz um convite a todas as mulheres para o I Encontro Nacional do MML (Movimento Mulheres em Luta), que ocorrerá de 4 a 6 de outubro, em MG, por entender esse encontro como um local onde o feminismo se encontrará com centenas de mulheres jovens, de mulheres da construção civil, de metalúrgicas, de....  e dará ao fim  importantes  frutos de organização e fortalecimento das mulheres, para que sejamos cada vez mais protagonistas do nosso destino.

TODAS AO ENCONTRO DO MML!

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