Vem aí... 10º Assembleia Nacional da ANEL e o 1º Encontro Nacional de Negros e Negras

Basta! Dilma, Cunha e Aécio: inimigos da juventude!

 

Dia 20 de Junho de 2013. Avenida Paulista, São Paulo. Esses são data, local e horário em que novos tempos políticos são inaugurados no Brasil. Éramos mais de 100 mil em São Paulo, ao mesmo tempo em que outras centenas de milhares no Rio de Janeiro e muitos mais por todo o Brasil.

As Jornadas de Junho mudaram o tom político do nosso país e colocaram os de baixo, o povo pobre, os trabalhadores e a juventude em ofensiva contra os governos. A cidade foi às ruas não apenas por 20 centavos, foi por um Brasil diferente. Os de cima, políticos corruptos, patrões e poderosos perceberam que as bombas, perseguições e prisões já não eram capazes de conter a revolta do povo.

Com nossos pés nas ruas e os olhos no futuro, de norte a sul do país, nos sentíamos um só. Éramos garis do Rio de Janeiro, estudantes de São Paulo, vendedores de loja em Belo Horizonte, Operários da Construção Civil de Belém, condutores de Recife, militantes feministas, negras e LGBTs que derrubamos a “cura gay”, descemos o morro e gritamos para todo o mundo: “cadê o Amarildo?”

No dia 18 de Setembro de 2015. Avenida Paulista, São Paulo. Saímos às ruas, mais uma vez, envolvidos pela mesma coragem e os mesmos sonhos que há 2 anos. Fomos 15 mil com a força da classe trabalhadora de forma organizada, unida e com consciência do seu sentido coletivo. Dissemos que não vamos aceitar a conta da crise e que estamos cansados do papel cumprido pelos governos, pela oposição de direita e o Congresso Nacional de corruptos. Fomos às ruas contra Dilma, Cunha, Temer, Aécio, Renan e tantos outros.

A manifestação que ocupou a Av. Paulista não foi a convocada e dirigida pela direita onde eram levantadas reivindicações reacionárias como no dia 16 de Agosto, nem a criada para defender o governo Dilma no dia 20 do mesmo mês.

No dia 18 de Setembro demos os passos necessários para reconquistarmos as ruas pelas mãos dos trabalhadores e jovens, de forma independente dos que defendem Dilma e o seu governo e daqueles velhos conhecidos da oposição de direita que querem tirar a presidenta para fazer igual ou pior. Por isso, a marcha dos trabalhadores foi construída para afirmar um caminho, um campo político unitário e alternativo.

#NãoNosRepresentam

Os assuntos mais comentados no Brasil são a possibilidade de impeachment da presidenta e o escândalo de corrupção de Eduardo Cunha. Sabemos que não haverá mudanças reais se esse governo for substituído por Temer, Cunha, Renan ou Aécio, não trocaremos 6 por meia dúzia. Não somos da turma do impeachment, não estivemos nas manifestações em que se conclamavam por pautas reacionárias, convocadas e dirigidas pela direita tradicional do país. Ao mesmo tempo, não devemos ter medo em dizer:

 “Nós defendemos que, se for pela ação independente do movimento de massas, o Governo Dilma deve ser derrubado e, em seu lugar, devemos afirmar uma alternativa de esquerda dos trabalhadores. Essa é hoje uma necessidade da classe trabalhadora, frente ao conjunto de ataques que este governo vem desferindo.” (Declaração Política do Encontro de Lutadores e Lutadoras, 19/10)

 A crise política vivida pelo PT e seu governo tem origem em um descontentamento justo, pois muito diferente do que defenderam em sua campanha eleitoral, tem jogado as contas da crise sobre os trabalhadores e faz isso se aliando à direita dentro de seu próprio governo, como o Ministro Levy e Kátia Abreu, a entrega de mais ministérios para o PMDB e, mais recentemente, nas articulações empenhadas pelo seu partido para defender Eduardo Cunha de uma possível cassação em troca do presidente da Câmara não dar tramitação ao processo de impeachment, uma mão suja lavando a outra igualmente suja. A queda de Dilma pela ação independente do movimento de massas seria uma vitória e a juventude brasileira deve estar junto dos trabalhadores caso isso ocorra. Fazer o jogo da direita é deixar com que todo o descontentamento justo com o governo seja surfado por figuras como Aécio, Cunha, Temer e Renan. Por isso construímos a marcha do dia 18, que mostrou que é possível construir um campo alternativo de esquerda com o objetivo de mobilizar os trabalhadores e a juventude, de forma independente para derrotar o governo, a oposição de direita e o Congresso Nacional.

Além disso, é preciso um grande levante contra o Cunha. Precisamos colocá-lo pra fora. O que não faltam são provas de seus esquemas de corrupção. É inadmissível que esse homem siga como presidente da Câmara dos Deputados aprovando projetos como a Redução da Maioridade Penal e o Estatuto da Família.

Nós Não Vamos Pagar Pela Crise!

                Diante da crise econômica, a presidenta Dilma e os governos estaduais e municipais aplicam o mesmo plano: cortar os gastos públicos com as áreas sociais para pagar a Dívida Pública. Os grandes bancos nunca lucraram tanto. Os efeitos disso são devastadores, como os que vemos nas universidades com cortes de bolsas, demissão de terceirizados; e nas escolas cujo exemplo mais importante é o processo de fechamento de escolas e demissão de professores que estão sendo postos em prático pelo Governador Alckmin.

                Ao mesmo tempo, os políticos corruptos seguem roubando o dinheiro do povo enquanto são acobertados pela impunidade, como no caso do presidente da Câmara Eduardo Cunha. Esse mesmo congresso de ladõres vem aplicando uma verdadeira agenda conservadora com a aprovação de imensos retrocessos que buscam acabar com as liberdades, como a lei Antiterrosismo; encarceirar a juventude negra e pobre com a redução da maioridade penal e acabar com os pouco direitos das pessoas LGBTs estimulando ainda mais o ódio e a violência LGBTfóbica como o Estatuto da Família.

                A Agenda Brasil proposta pelo PMDB e acordada com Dilma pretende a ampliação das terceirizações e a cobrança no SUS, entre outras coisas. Em setembro, Dilma e Levy anunciaram mais um pacote de cortes nos gastos públicos, reduzindo ainda mais os investimentos em saúde e moradia, além de congelar os salários dos servidores públicos federais. O Brasil já chega à marca de 9 milhões de desempregados e esse número tende a subir.

                E as privatizações seguem, pelo PT na Petrobrás, e pelo PSDB na Linha 5 do Metrô de SP e a companhia de energia em Goiás. Os governantes querem vender o patrimônio nacional para garantir o superávit primário.

Esse Outubro é de Luta

No dia 19, após a manifestação, ocorreu um grande Encontro de Lutadores e Lutadoras que reuniu 1.200 ativistas de todo o país para discutir a continuidade das lutas a partir da marcha. O principal encaminhamento foi realizar nos Estados jornadas de lutas ao longo do mês de Outubro.

A juventude presente no Encontro, embalada pela unidade com os trabalhadores decidiu por convocar um novo dia nacional de lutas para o dia 15 de Outubro. E foi assim que comemoramos o dia dos professores, lutando nas ruas. Em SP os estudantes secundaristas fizeram mais um grande ato contra o fechamento das escolas.

Pegando outro caminho, a UNE realizou no último dia 06 uma Caravana Nacional em Brasília (contra os cortes na educação e em defesa da democracia) que, apesar de se dizer contra os cortes, foi realizada para defender o Governo Dilma além de ter como resultado a restrição da meia-entrada e a volta do monopólio da UNE sobre as carteirinhas, dois grandes ataques aos direitos da juventude, alvos de comemoração pela direção da entidade. Infelizmente, coletivos de oposição de esquerda dentro da UNE, como o RUA e a UJR, estiveram presentes nessa desastrosa caravana da UNE.

Por uma grande Frente Pra Lutar, ao lado dos trabalhadores com independência, contra o governo e a oposição de direita.

A manifestação do dia 18 e o Encontro do dia 19 mostraram o caminho para a construção de uma grande frente unitária para lutar contra o governo, a oposição de direita e o Congresso nacional. A unidade que reivindicamos é a entre trabalhadores, sem-tetos, LGBTs, Mulheres e negras na luta contra as opressões; sindicalistas combativos; movimentos sociais do campo e da cidade; indígenas em luta contra o genocídio e pela demarcação de suas terras; partidos políticos; coletivos de juventude que se organizam em Oposição de Esquerda da UNE ou fora dela; nós da ANEL e muito mais que quiser se somar.

                Essa Frente deve atender aos anseios dos trabalhadores e da juventude contra os ataques do governo, da oposição de direita e as atrocidades do Congresso Nacional. Não é possível lutar contra a redução da maioridade penal defendendo o Cunha, ao mesmo tempo que não é possível lutar contra o ajuste fiscal defendendo Dilma.

                A unidade para defender o governo Dilma, intitulada de “Frente Brasil Popular”, não tem nada a ver com os anseios do povo pobre, trabalhador e jovem. Essa aliança que reúne CUT, MST, UNE e muito mais não é nossa aliada. Estão juntos para defender a redução salarial por meio do PPE e retirar direitos, como no caso da restrição da meia-entrada, tão comemorada pela UNE.

                Também não achamos certo construir uma frente como a “Frente Povo Sem Medo”, uma releitura da informalmente chamada “Frente Por Reformas Populares” que convocou os atos do dia 20 contra o ajuste e a direita, sem falar de Dilma, servindo  para defender o governo. É um equívoco político centrar as lutas apenas contra a direita e o ajuste fiscal, como se esse se aplicasse sozinho sobre os trabalhadores. No Brasil tem alguém que governa, e esse alguém não é o Levy, apesar de cumprir um grande papel.

                Em ambas as frentes estão presentes a CUT, UNE, MST, PT, UJS, PCdoB e tantas outras organizações governistas cuja principal preocupação é manter o mandato de Dilma. Contraditoriamente, organizações assumidamente de oposição de esquerda ao Governo Dilma também fazem parte dessa frente. É impossível construir um bloco político que derrote o ajuste fiscal e a direita em aliança com as organizações governistas, pois a saída para essas é a manutenção de Dilma e assim, em última instância, do próprio ajuste fiscal. Por exemplo, o PCdoB que compõe também essa Frente, na câmara votou a favor das MPs que retiraram direitos dos trabalhadores, como o Seguro Desemprego. A unidade política que estamos construindo é absolutamente distinta do bloco da oposição de direita e do bloco em defesa do governo. Uma Frente que se combina com o bloco dos que defendem Dilma não tem capacidade de construir uma alternativa de fato. Ao mesmo tempo, estar com um “pé em cada canoa”, participando do bloco que construiu o dia 18 ao mesmo tempo da Frente que convocou os atos do dia 20, como faz o Movimento Juntos!, só serve para confundir os trabalhadores e a juventude jogando ilusões em uma unidade com o PT, PCdoB e UJS.

                É preciso nos apoiar no exemplo dos dias 18 e 19, as experiências unitárias mais avançadas na construção de um campo alternativo ao governo e à oposição de direita. Coletivos como o Juntos e o RUA, que participaram, mesmo que timidamente, da marcha do dia 18 e do encontro do dia 19, agora estão priorizando a construção da Frente Povo Sem Medo ao invés de reforçar o calendário unitário aprovado pelo encontro dos lutadores e lutadoras.

               Por isso chamamos os coletivos da Oposição de Esquerda da UNE a romperem com a Frente que estão compondo com a UJS para virem, junto com a CSP – CONLUTAS, o Espaço Unidade de Ação e a ANEL, fortalecer o bloco político construído a partir da marcha do dia 18 e encontro dia 19, o lugar da juventude de esquerda. Não é à toa que o dia 18 contou com o apoio de alguns dos principais DCEs do país, como o DCE da USP, UFRJ, UFMG e UFRGS, esse é o caminho que a juventude quer seguir.

Está chegando a 10º Assembleia Nacional da ANEL. Vem com a gente!

Desde o começo do ano, a juventude está mobilizada contra os governos e os políticos que atacam os nossos direitos. Estivemos presente desde a greve nacional das universidades e institutos federais, das lutas contra os cortes no FIES e também contra redução da maioridade penal. Estamos ao lado dos trabalhadores, que também vem resistindo às demissões e ao arrocho salarial.

Enquanto isso, a velha UNE, que se diz contra a direita, faz selfie com a Kátia Abreu e prefere defender o governo petista ao invés de estar ao lado da juventude em luta. Agora, seguindo os passos do governo, a UNE se nega a chamar o Fora Cunha, um verdadeiro escândalo. 

É, por isso, que precisamos conformar um campo político independente e junto com a classe trabalhadora para derrotar Dilma, Aécio e Cunha. A Assembleia Nacional de Estudantes-LIVRE – ANEL já mostrou que sim, é possível construir um movimento estudantil democrático, internacionalista, que combata às opressões, se utiliza da ação direta e independente de todos os governos.

Então fica ligado! Entre os dias 31 de outubro e 01 de novembro, São Paulo será palco de um grande encontro de jovens lutadores e lutadoras de todo o Brasil. A 10º Assembleia Nacional da ANEL está chegando! Serão dois dias com mesas, oficinas e painéis temáticos sobre a realidade nacional, crise econômica, combate às opressões, o drama dos refugiados, drogas e muitos outros temas.

I Encontro Nacional de Negras e Negros da ANEL!

É Tempo de Compor o Quilombo do Movimento Estudantil!

As lutas contra o racismo têm ganhado cada vez mais os corações e mentes de milhares de jovens, que se indignam com o preconceito no Brasil e no mundo. Não por acaso, pois estamos vivendo um aumento da violência policial contra o povo negro, da opressão machista e racista que afeta as mulheres negras, dos ataques às religiões de matriz africana e tantas outras situações de racismo em nosso cotidiano.

Nas universidades federais, a Lei de Cotas aprovada em 2012, uma grande vitória do movimento negro, está ameaçada pelos cortes no orçamento promovidos pelo governo Dilma, que atingem diretamente a permanência estudantil dos cotistas. Além disso, não há dúvidas que a redução da maioridade penal visa encarcerar a juventude negra, hoje a principal vítima do crime e da violência urbana.

Diante deste cenário precisamos que o movimento estudantil se enegreça, e se transforme em um grande quilombo em defesa dos direitos do conjunto da juventude, principalmente quando se trata de negras e negros. Por isso, no dia 02 de novembro, colado na Assembleia Nacional, será realizado o 1º Encontro Nacional de Negras e Negros da ANEL, um espaço auto-organizado e aberto ao conjunto do ativismo negro e aos movimentos de combate ao racismo. Todo mundo está convidado para discutir, elaborar iniciativas e organizar ações que coloquem o bloco da juventude negra na rua contra os Capatazes do governo e a Casa Grande da direita! 

 

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