XII Congresso de Estudantes da USP: Movimento estudantil se posiciona a favor da construção do 3º campo político independente!

O XII congresso de estudantes da USP aconteceu em meio a uma explosiva conjuntura nacional. Como não poderia ser diferente, os rumos de nosso país foi um dos centros da discussão entre os mais de 250 delegados presentes no congresso. O enfraquecimento das posições favoráveis, ou mesmo de apoio crítico ao governo de Dilma foi categórico e, em nossa opinião, uma importante vitória e uma grande expressão da reorganização do movimento estudantil. Não poderia ser diferente, a juventude que luta por seus direitos e seu futuro ao lado dos trabalhadores necessariamente se choca com o governo do PT.

As mesas e os GD’s foram contaminados com a discussão! O Pra Além dos Muros cumpriu com um destacado papel nesses espaços, mas nunca se esquecendo de colocar as questões candentes do movimento estudantil, como o vergonhoso papel que cumpre a UNE frente a esse cenário, ou mesmo os futuros desafios que teremos na USP em defesa de seu caráter público, contra o projeto privatista e elitista de Zago e Alckmin.

Basta! Dilma, Alckmin, Cunha, Aécio e Temer são inimigos da juventude!
Foi construída uma importante unidade entre o coletivo Pra Além dos Muros, Juntos!, Rua e Juventude às ruas na resolução de conjuntura nacional. O seu centro foi a construção de um pólo alternativo e independente que lute contra o governo do PT, contra o ajuste fiscal e contra a oposição de direita. A resolução afirmou a marcha dos trabalhadores e das trabalhadoras, realizada no dia 18 de setembro, como um importante passo na construção desse pólo.
A resolução foi confrontada com outra apresentada por setores ligados ou que defendem o governo Dilma e o resultado foi uma esmagadora maioria ao lado da resolução que nós defendemos. Essa vitória foi importante por que coloca o movimento estudantil na USP em um campo claro contra o governo Dilma e contra a direita!
Apesar do governo petista e a oposição de direita brigarem pelo poder, os dois têm acordo em fazer o povo pobre pagar a conta da crise. O PSDB e o PMDB estão tentando aproveitar o desgaste da Dilma para chegar à presidência, por isso apostar em um impeachment feito pelo Congresso Nacional é trocar seis por meia dúzia. Está errado apoiar o governo do PT com medo de uma suposta onda conservadora, já que isso acaba escondendo o fato de que o governo federal é o principal responsável pelos ataques às condições de vida da população. Infelizmente, até organizações de esquerda, como o MTST e parte do PSOL participaram das manifestações governistas do dia 20 de agosto. Nós reafirmamos: a saída pra crise de nosso país está nas mobilizações da classe trabalhadora e da juventude! São os trabalhadores e a juventude, pelas suas próprias forças que devem derrubar o governo federal e colocar pra fora junto com ele Cunha, Temer e Aécio!
O coletivo Pra Além dos muros entende que o próximo passo para a efetivação do terceiro campo apresentado na resolução, é a construção com força total da paralisação do dia 15 de outubro, convocada na plenária dos movimentos sociais do dia 19 e atendida pelo Sintusp!

Fortalecer o movimento estudantil!
O coletivo Pra Além dos Muros fez parte das últimas gestões do DCE. Em que pese que acreditamos que essas gestões cumpriram com um importante papel no movimento estudantil, por que de um lado polariza contra o governismo e de outro, luta contra o isolamento e o sectarismo incipiente de inúmeros grupos que compõe o ME na USP, nós não achamos que nossas gestões são perfeitas.
Um dos problemas identificados por nós durante esses anos é o de que o DCE deixou de ser compreendido como a entidade geral dos estudantes e passou a ser tratado como uma corrente do mesmo. Parte importante dessa situação é responsabilidade de um lado de setores sectários e inconseqüentes do movimento estudantil, que ao fazer a sua desastrada e despolitizada oposição (que tem como único e exclusivo objetivo sua autoconstrução) não desgastam somente a gestão do DCE, como a própria ferramenta de organização dos estudantes. O governismo cumpre com um papel semelhante, por que há anos construiu um perfil anti-mobilização, anti-movimento estudantil, anti-luta e anti-DCE.
Frente a esse cenário, nós defendemos mais uma vez (já que defendemos a mesma coisa no último congresso) a proposta de que o DCE passasse a funcionar de maneira proporcional. Nossa opinião é de que essa mudança fortaleceria o DCE e possibilitaria que ele funcionasse de forma mais democrática e mais representativa. A grande maioria dos delegados presentes votou a favor da proporcionalidade, que obteve dessa forma uma categórica vitória política. A alteração estatutária, no entanto, não foi consumada por que o estatuto do DCE exige que 3/5 dos delegados do congresso votem pela alteração do estatuto para que ele possa ser alterado.
Nós não temos acordo com os companheiros do Juntos! de que a proporcionalidade iria abrir espaço, ou beneficiar a direita no movimento estudantil. Ao contrário, achamos que o que mais beneficia a direita no movimento estudantil é o enfraquecimento de nossa entidade. Prova disso foi que os únicos setores que defenderam que o DCE permanecesse como está, além do Juntos! foi o Rizoma e a própria direita, ligada ao PSDB.
Outra importante votação no congresso foi a de desfiliação da UNE. Que essa velha e burocrática entidade tinha como única função defender os governos do PT, o conjunto do movimento estudantil já sabe faz tempo. Mas frente a esse momento que vive o país e a avassaladora ruptura da juventude e os trabalhadores com o PT, defender a manutenção da filiação do DCE das USP na UNE é um grave erro. Infelizmente, foram mais uma vez os companheiros da oposição de esquerda da UNE garantiram o fortalecimento da entidade burocrática e governista e que garantem que o maior DCE de universidade pública do país, com um dos movimentos estudantis mais dinâmicos e massivos continue fortalecendo a entidade falida. A proposta de desfiliação teve uma importante votação, sendo defendida por diversos setores do movimento e reunindo quase 35% dos delegados do congresso.
Por último, achamos muito importante destacar a aprovação de duas resoluções sobre a obrigatoriedade da paridade de mulheres e do mínimo de 12% de pessoas negras nas chapas concorrentes às eleições do DCE.

 

Não vai passar, não vai, não vai passar. Esse desmonte do Zago não vai passar!
Zago e Alckmin têm um plano nada velado de desmontar a USP pra depois privatizá-la. Em resposta a isso, o congresso de estudantes da USP tirou como eixo prioritário dos próximos semestres a luta intransigente contra a privatização e elitização de nossa universidade!
Junto à isso, a luta por cotas raciais, por permanência estudantil e por um projeto de universidade oposto pelo vértice ao do reitor, do governador e do PSDB.
Ao passo que eles defendem uma universidade cada vez mais elitizada, uma universidade ainda mais embranquecida e cada vez mais à serviço das grandes empresas e das multinacionais, nós defendemos uma universidade construída para os filhos da classe trabalhadora e para o povo pobre e negro de nosso país. Nós acreditamos que essa luta só pode ser vitoriosa se feita lado a lado e ombro a ombro com os trabalhadores e professores de nossa universidade. Por uma universidade dos de baixo!
Além disso, acreditamos ser imprescindível lutar pelo fim da violência contra a mulher no campus da USP, colocando de maneira clara uma proposta alternativa à Polícia Militar para resolver o problema, que é real e concreto da violência no campus.

Daqui pra frente:
O movimento estudantil da USP deve construir com toda a força o dia 15 - O para construir o nosso outubro de lutas, enfrentar o governo Dilma e seus ataques, o ajuste fiscal e a direita. A onda de greves e lutas de juvetude em todo o país só aumenta. Os bancários estão em greve em vários estados no país, os secundas se levantaram contra mais um ataque de Alckmin à educação, muitas universidades federais continuam em greve. Nosso papel deve ser o de unificar e cercar de solidariedade todas essas lutas, por que elas também são nossas lutas! Além disso, o movimento estudantil deve estar preparado e unificado para encarar os desafios e resisitir aos ataques de Alckmin e Zago! Os funcionários da prefeitura do campus e a comunidade universitária da Psico já apontam como é que nós vamos responder aos ataques de Alckmin e Zago!

 

 

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